Data Prevista: Julho 2009
Objetivo: Salar do Uyuni (Bolívia)
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
A caminho do nada
Uma viagem de mil quilômetros a bordo de um 4X4 pelas terras altas, secas, frias e vazias do Altiplano Boliviano


Henrique Skujis, de Coquesa
Foi um misto de Chico Bento com Schopenhauer. Do caipira, me veio à mente um quadrinho no qual o personagem de Maurício de Souza encontra-se sozinho, abandonado pelo cartunista, sem Rosinha, sem goiabeira, sem nada. Do escritor prussiano, recordei as impalpáveis reflexões sobre a necessidade de fugir para o nada como caminho reto para a felicidade. Uma escapada mental esquisita, mas pertinente quando se caminha à toa pelo Salar de Uyuni, a maior planície de sal do mundo. No imenso tapete branco de 12 mil quilômetros quadrados (dez vezes o tamanho da cidade do Rio de Janeiro!), o reflexo do sol une terra e céu, engana o olho e ilude a mente. O nada dá as caras e passa a ser tudo que se tem.Buzinas. Dom Marcelino, o motorista de nossa expedição, desperta-me dos devaneios. "Vamos", insiste com o pé no acelerador. Como se tivesse engolido um GPS mágico, o indígena doma com destreza um velho e conservado Toyota ano 98 pelo altiplano boliviano. Cravada no sul da Bolívia, na fronteira com o Chile e com a Argentina, a região estende-se por altitudes sempre acima dos 3.500 metros, tocando os 6 mil no topo dos vulcões. Desavisados que aparecem por lá elevando o Salar de Uyuni a motivo maior da viagem quebram a cara conforme montanhas gigantes, lagoas coloridas, desertos únicos, formações rochosas surreais e pequenos vilarejos surgem pelas janelas empoeiradas do carro.Por isso, caro leitor, quando pensar em Salar de Uyuni, pense em altiplano boliviano. Arrume um jeito de alongar sua viagem e fique por ali pelo menos cinco dias. A brincadeira pode começar pelo norte, via La Paz, mas preferimos colocar as rodas na estrada a partir de São Pedro de Atacama, pelo sul, ainda no Chile, e entrar nos domínios de Evo Morales através do ponto fronteiriço de Hito Cajon, onde o policial acabava de secar uma aguardente de pêssego para enganar o frio e nocautear o tédio. Após o discurso embriagado do moreno de verde-oliva em seu pequeno bunker encimado pela bandeira boliviana rasgada ao meio pelo vento, o desejado carimbo borrou nossos passaportes e nos deu passe livre para entrar na Bolívia e conhecer a Reserva Nacional de Fauna Andina Eduardo Avaroa, lar de raríssimas árvores e de visíveis flamingos, raposas, condores e viscachas - os roedores típicos do altiplano, mais fortes e sossegados que um coelho.O primeiro ponto onde dom Marcelino precisou cravar o pé no freio foi diante da Laguna Verde, a 4.400 metros de altitude. A essa altura, o ar rarefeito já cumpria a função de tentar derrubar os forasteiros. No entanto, a tonalidade verde alguma coisa da água - criada por uma sopa de minerais (chumbo, enxofre, arsênico e cálcio) - e a visão imponente dos 5.960 metros do vulcão Licancabur curam qualquer mal-estar. Depois de uma breve caminhada de aclimatação pelo terreno pedregoso, o carro volta à estrada e desliza por uma planície ladeada de montanhas até a estranha visão de pequenas formações rochosas nas escarpas. A impressão é que as pedras caíram ali sem querer, quando alguém as carregava para outro lugar. Não à toa, o local é batizado de Vale de Dali, uma alusão ao pintor surrealista catalão.
ÁGUA QUENTE E ARMAS QUÍMICAS
A parada para o almoço acontece à beira da Laguna Salada, nas Termas de Polques, pequeno refúgio turístico construído por uma ONG japonesa. Não foi preciso coragem para vencer o frio, vestir o calção de banho e, sob o rasante de flamingos, sentar na pequena piscina com água vulcânica a 30 graus Celsius enquanto a comida ganhava cheiro e uma senhora de bochechas rosadas lavava roupas coloridas. Com o corpo aquecido e revigorado, continuamos nossa jornada rumo ao norte do altiplano. Expedições 4x4 não devem, no entanto, ser traçadas sem imprevistos - ainda mais na Bolívia e a altitudes elevadas. Nosso primeiro contratempo veio na forma de uma fumaça branca e de um jato de água pelando espirrado pelo radiador do carro. Enquanto dom Marcelino estacionava tranqüilamente, arregaçava as mangas e debruçava o corpo barrigudo sobre o motor, quatro humanos vestidos de laranja apareceram no horizonte empunhando enxadas e pás.Desejei boa sorte ao sereno mecânico e, ao lado do fotógrafo Everton Ballardin, encarei uma pernada até a improvável frente de trabalho. A turma sua ali para retirar do solo e ensacar por dia 3 toneladas de bórax, um composto químico branco utilizado na indústria farmacêutica e na fabricação de inseticidas, vidros e cerâmicas. "Ficamos aqui nesse acampamento três meses sem voltar para casa", nos conta Jaime Spinoza, de 25 anos, satisfeito com o salário de 1.800 bolivianos (pouco mais de 230 dólares) embolsados por mês. Gonçalo Quispe, dois anos mais velho, toma a palavra e garante que esse é o seu último trimestre por lá. Diz que o pó tóxico lhe maltrata os pulmões e sussurra ter descoberto que o bórax é utilizado na elaboração de armas químicas. "Depois que soube disso, não consigo mais trabalhar aqui. Vou embora.""Vamos!", vem o grito ao longe. É ele, dom Marcelino, anunciando a continuação da jornada. O estrago no radiador, no entanto, foi grande e precisamos voltar às Termas de Polques atrás de ajuda. A horas de qualquer civilização, apenas com um aparelho de radioamador e com parte da expedição já capturada pelo mal da altitude, passamos a noite em sacos de dormir no refúgio existente ali, enquanto a gigantesca lua cheia ilumina os serviços na oficina mecânica improvisada. Marcelino faz mágica e na manhã seguinte o 4x4 ronca suave em meio a outros mais de dez carros idênticos e cheios de turistas europeus, porque sul-americano aqui é raridade. Horas depois, orgulhoso, o motorista reduz a velocidade diante de nova cortina de fumaça. Desta vez, o vapor brota de dentro da Terra. A 4.850 metros de altitude, em uma área de 1 quilômetro quadrado, piscinas de lamas coloridas borbulham nos buracos do gêiser Sol de Mañana. Cuidado por onde anda e esteja pronto para inalar generosas porções de fumaça com cheiro de enxofre e para ser alvo de pingos quentes de lava vulcânica. Perigoso e interessante.
DISNEY E GAUDÍ
O almoço do dia está programado para Villamar, sossegada cidade encravada entre paredes de pedra e plantações de quinoa, grão recentemente elevado pela ONU a alimento mais completo do mundo - apesar de ser plantado da mesma maneira há séculos. Villamar é uma típica cidade do sul altiplano: vazia de gente, cheia de alpacas, com um amontoado de casas de pedra ou adobe, clima frio, muito vento e seca, mas com um riozinho que salva a pátria. Depois de um giro pela peculiar praça central, onde o coreto é decorado com desenhos impagáveis dos personagens de Walt Disney, seguimos adiante para alcançar o Vale de San Agustin antes do pôr-do-sol. Se no dia anterior a inspiração das pedras veio de Dali, agora é a vez de Gaudí moldar as rochas - a Casa Batló, o Parque Guell e até a Sagrada Família, ícones de Barcelona, na Espanha, surgem em réplicas naturais a 3.900 metros acima do nível do mar. Merece foto. Mas dom Marcelino, prudente, não gosta de dirigir à noite e sabe que há muito a ser apreciado pela frente.A viagem segue até Atulcha, na beira do Salar de Uyuni, onde o famoso Hotel Marith, construído com blocos de sal, brilha com os raios da lua no meio de uma planície vazia. É estranha a sensação de estar ali. Chão, paredes, camas, mesas, criado-mudo... tudo é moldado em sal e amarelado pela luz de velas. Não há aquecedor, nem maiores confortos, mas a atmosfera inusitada, a vista do salar pela janela e o banho quente tornam inesquecível o pernoite regado a sopa instantânea.A alvorada é embalada pelo desejo de finalmente entrar no maior salar de mundo. Mas, como dissemos, as atrações no altiplano se sucedem para concorrer com a planície branca. Pare em Aguaquiza para ver o museu local e apreciar o esforçado coral de crianças, que cantam músicas típicas aos visitantes à espera de presentes. As vozes agudas servem de fundo musical para o encontro com múmias pré-incas desenterradas em catacumbas nas cavernas da cidade. Engraçado é ler nas placas descritivas do museu a explicação de que aqueles seres, há imprecisos milhares de anos, passavam o dia tomando conta de lhamas, vicunhas, batatas e quinuas. Exatamente o mesmo que fazem hoje os 101 habitantes de Aguaquiza.Foi atrás de mais múmias para o museu da cidade e para "enfeitar" o cemitério pré-incaico ali do lado que dois locais, Nemecio Copa e Pelagio Huayta, passaram a cutucar as paredes frágeis dos arredores. A mão esperta e curiosa em um pequeno buraco escuro levou a dupla de caçadores a um salão com resquícios de corais marinhos, rapidamente batizado de Galáxia e tornado ponto turístico em 2004. Vale uma parada de meia hora para ouvir a história da guardiã do local, esposa de um dos descobridores. Além do mais, ver uma caverna de corais marinhos acima dos 3.600 metros de altitude é uma boa catapulta para começar a entender que o Salar de Uyuni há 40 mil anos foi o fundo de um gigantesco lago com 70 metros de profundidade.
STEAK DE LHAMA NO SHOPPING
É de supetão que, finalmente, a viagem é engolida pelo vazio do salar. Dom Marcelino acha o trilho escurecido pela borracha dos pneus e segue a acanhados 40 km/h. "É escorregadio", justifica. Não demora muito para a cena descrita na abertura desta reportagem ganhar forma. Enquanto uns brincam de tirar fotos abusando da falta de pano de fundo, outros se afastam e caminham a esmo como se tragados pelo nada de Maurício de Souza e Schopenhauer. As montanhas que aparecem ao fundo crescem ou somem conforme a incidência de luz. Dizem que na época de chuvas (de dezembro a março), quando parte do salar fica intrafegável, um espelho de 30 centímetros de água reflete de uma vez por todas o céu tornando o cenário ainda mais dramático. Minha vontade era continuar andando sem destino pelo chão de sal. Ir até que o nada tomasse conta da visão, da audição e da mente.Mas antes mesmo do chamado de dom Marcelino, meia dúzia de jipes já havia passado por nós. Natural. O salar é o miolo turístico do altiplano. Isso não significa engarrafamentos ou distúrbio das leis do silêncio. Acelere, no entanto, mais 20 quilômetros rumo leste até a Ilha Incahuasi para, aí sim, ter um flash-back, bem modesto, da chegada a um estacionamento de shopping center. Carros manobram pelo chão que parece neve. Excursões circulam pelo acanhado centro turístico. Não dê bola para a cena e siga pela trilha bem sinalizada que corta a ilha em uma caminhada de uma hora. Você encontrará gigantescos cactos verdes de folhas amarelas forrando a porção de terra cercada de sal por todos os lados. Lugar precioso. Uma carta na manga do salar para mostrar quem manda por ali. Se quiser aproveitar a deixa turística e não tiver pudores carnívoros e ou ecológicos, trace um steak de lhama com batatas fritas no restaurante. Levemente dura, a carne é cheia de sabor.O GPS mental de dom Marcelino volta a marcar o norte e o carro quebra à esquerda, em direção a Coquesa, um povoado de 30 habitantes espremido entre o salar e os 5.432 metros do vulcão Tunupa. Diz a lenda que o imperador inca Atahualpa, que usurpou o trono de seu irmão por volta de 1520, teria acariciado os seios de uma mulher nas encostas da montanha. O leite espirrado teria formado o salar. Haja leite! Lendas à parte, o Tunupa, vez ou outra, ainda solta leves rajadas de fumaça e atrai um punhado de turistas até a boca disforme de sua cratera. Encontre um dos moradores e peça uma visita guiada até o interessante museu, onde é possível ver roupas e artefatos de ouro, cobre e cerâmica de tempos imemoriais.
SAL, PRATA E GÁS
Paisagem certa para o pôr-do-sol de logo mais são as pequenas pirâmides brancas na borda leste do salar. Ali, os campesinos de Colchani cravam suas picaretas no chão para juntar o sal em pequenos castelos cônicos que abastecem as refinarias artesanais nos arredores. Vale a pena parar na Cooperativa Rosário para ver o trabalho de secagem, refinamento, mistura ao iodo (para ajudar no combate a doenças, como o bócio) e acondicionamento do sal. A mercadoria é meio de subsistência para a população, que tenta trocá-la por lenha, banha ou carne nos vilarejos vizinhos. "Infelizmente, é um comércio cada vez mais regional e muito pequeno", lamenta Juan Calizaya, de 53 anos. "Vendemos 50 quilos de sal por 8,5 bolivianos (pouco mais de 1 dólar)", diz. Em Colchani, sem dúvida, o sal vale mais como matéria-prima para suvenires do que embalado como tempero.A chegada à escura cidade de Uyuni acontece durante a noite. Com 14 mil habitantes, é o único local com alguma infra-estrutura naquele pedaço do sul da Bolívia. Talvez por isso nem seja necessário andar dois quarteirões para ler pichações políticas a favor do presidente Evo Morales nos muros. "Nacionalização sem indenização", dizia uma, para desespero da Petrobras. "O gás é nosso", bradava outra. A prata também era, lembrarão os mais antigos. Por isso, no dia seguinte, quando dom Marcelino embica o carro rumo ao sul, dá um nó na garganta ver o cemitério de locomotivas enferrujadas na Avenida Ferroviaria. As máquinas remetem ao final do século 19, quando os trilhos começaram a tomar conta da Bolívia para escoar a prata e o estanho retirados das minas. Os minérios, usurpados desde a chegada dos espanhóis, rarearam. Para os bolivianos, sobraram aquelas senhoras idosas abandonadas e uma cidade que, sem explicação, escapou de sumir do mapa.Uma reta nos afasta do salar de volta ao sul do altiplano. O cenário ermo continua até a chegada de uma nova série de formações rochosas, batizadas de Roquedales de Alota. Para desespero do sempre pontual e tranqüilo dom Marcelino, é muito fácil sentar em qualquer canto e gastar horas descobrindo pedras no formato de coelhos, águias, cachorros... Com sorte, uma raposa, de verdade, vai dar o ar da graça antes da partida em direção ao local do pernoite: o sinistro, mas delicioso Ecolodge Los Flamingos. A construção, com cara de barraco de periferia, surge no breu do céu mais estrelado da viagem - e talvez de todos os tempos. A falta de energia mantém a escuridão durante a noite e embala as conversas à luz de velas e já em ritmo de despedida.A vista pela janela do aconchegante quarto faz saltar da cama na manhã seguinte. O ecolodge, quem diria, está na beira da linda Laguna Hedionda, um santuário repleto de flamingos. Programa certo é vestir o casaco, preparar o chá quente e fazer uma caminhada enquanto as aves despertam e começam seu balé. Dom Marcelino, esperto, sabe que não pode nos deixar ir longe para não atrasar o cronograma. De longe, avisa que é hora de seguir em frente. É o último dia, mas há muito a ser visto. O primeiro destaque é o Deserto de Siloli, um amplo e aberto platô avermelhado onde o vento encontra campo fértil para ganhar corpo. Mais adiante, mire os olhos nas paredes de pedra cobertas por um musgo verde utilizado para fazer fogo. Nesse ambiente, enquanto condores usam e abusam das térmicas lá no alto, não é raro ficar frente a frente com as peludas viscachas que posam para as fotos.Ainda na vastidão do Siloli, surge a famosa Árvore de Pedra, talvez o cartão-postal menos desconhecido do altiplano. Com seus 7 metros de altura, a rocha em formato de árvore serve como abre-alas para mais uma série de formações rochosas belas o suficiente para deixar dom Marcelino desesperado com o horário. Você pode apenas parar, fotografar e seguir em frente, mas é difícil deixar para a próxima uma caminhada pelas pedras que rodeiam o lugar. Dá até para arriscar uma escalada. Há quem diga que a atração seguinte, a Laguna Colorada, deve ser apreciada no pôr-do-sol. Talvez seja verdade. Mas nós chegamos ali com o sol a pino e mesmo assim ficamos diante de um dos visuais mais impressionantes da viagem. Com 60 quilômetros quadrados, a lagoa repleta de minerais esbanja vermelho por conta da enorme quantidade de algas e plânctons. Nas laterais, o branco forte vem do bórax, do sódio, do magnésio e da gipsita. É um cenário de cores fortes, difícil de acreditar, ainda mais com o balé em fila indiana dos flamingos rosas.Apesar do vento cortante e do frio abaixo dos 10 graus, é triste ir embora da Laguna Colorada. É uma paisagem simples e magnífica demais para ser deixada para trás só porque dom Marcelino está ali de olho no relógio. Mas a Vontade (com maiúscula mesmo), diria Schopenhauer, torna o homem um ser movido por paixões e, conseqüentemente, o leva a uma cadeia infinita de desejos e sofrimentos. Por isso, além de nos levar com destreza e segurança pelo altiplano, o piloto boliviano foi uma espécie de guia espiritual a nos ensinar a ir embora sem sofrer, mesmo diante de paisagens que mereciam uma vida inteira de contemplação.VEJA MAIS EM ALTIPLANO BOLIVIANO
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Relato Mochileiros.com
Pessoal
Segue relato de uma pessoa que esteve no Uyuni através de uma agência, que não vai ser nosso caso, porém duas coisas me chamaram a atenção: 1° a água do sistema de refrigeração do carro dos caras congelou, ou seja, temos que verificar que produtos/aditivos devemos utilizar. 2° Já tinha visto em outro relato no fórum 4x4 que o rango lá no Uyuni é precário, ou seja temos que pensar nisso.
Salar Uyuni
por tcnegrao em 11 Out 2008, 09:30
O Salar de Uyuni é um dos locais mais impressionantes que visitei. Beleza impar. Vale a pena.
Fizemos o tour de três dias, que na verdade é um dia no salar e dois dias no deserto boliviano, vizinho ao Atacama. Empresa Sandra Tour.
O que precisa ficar bem esclarecido é que trata-se de um passeio em condições muito inóspitas, seja pelo vento gelado constante, seja pela poeira do deserto, pelas condições precárias das pousadas e também pela qualidade dos guias, que também são os motoristas, copeiros, também pelo estado dos carros.
Esclareça-se também que essas condições precárias são do tamanho exato do preço pago pelo passeio, na faixa de US$ 70,00.
A pior da nossa aventura ficou por conta dos motoristas. Dando toda impressão de terem bebido, dirigiam com imprudência até que vieram a bater com os carros um no outro. Antes disso percebeu-se uma conduta muita inconveniente dos mesmos em relação às mulheres do grupo, algumas acompanhadas dos maridos. Isto aconteceu no segundo dia.
Entretanto, o pior ainda estava por acontecer. Na madrugada do terceiro dia acordamos às 04:00 Hs e às 05:00 Hs estávamos saindo para o último dia de passeio. A temperatura estava uns dez graus negativos. Rodamos 1 Km e o carro parou com o motor fervendo. Consertaram, funcionou, rodou mais um pouco e ferveu de novo. Falaram que a água do radiador e tubulações havia congelado. A solução foi aquecer as peças congeladas, para isso o motorista ateou fogo em capim e pano velho e botou em baixo do motor. Avaliando que aquela situação era de alto risco achamos melhor sair de dentro do carro. Ficamos expostos àquele frio por uns 20 minutos e tivemos que voltar correndo para dentro do carro pois estávamos congelando. Apesar de tudo, lá dentro o risco era menor.
Já amanhecia quando os motoristas quebravam a superfície congelada do lago para pegar água e colocar no radiador.
Ficamos seriamente traumatizados e preocupados quanto ao nosso retorno para Uyuni. Tínhamos que pegar o ônibus 20:00 Hs de volta para La Paz, e estávamos sem confiança no carro. Achamos melhor desistir do resto do passeio. O motorista sugeriu irmos até um ponto mais a frente onde havia uma fonte de águas termais e de lá retornaríamos. E assim foi. Deixamos de visitar só mais dois pontos próximos à fronteira com o Chile.
http://www.mochileiros.com/salar-uyuni-t29657.html
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
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Corredor Santos/São Paulo – Corumbá/Puerto Suarez – Cochabamba – Arica/Iquique
CAMBÃO ARGENTINO (LANZA) -> Evite Multas e Contratempos, Faça Você Mesmo!!!
Relato do Clube do Jipeiro Joinville - Expedição Uyuni 2006
Site da Embaixada da Bolívia na Argentina
Expedição Uyuni, Titicaca, Machu Picchu y Líneas de Nazca
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Coordenadas GPS - Pontos de Interesse
Arbol De Piedra S22 03.109 W67 52.992 4585 m
Bol Aduana S22 26.452 W67 48.353 5019 m
Bol Border S22 52.434 W67 47.426
Camp Ende (gas,water,food,accomodation) S22 10.415 W67 49.117 4316m
Chilean aduana+border S22 54.665 W68 11.629
Colchani-Entry to Salar S20 18.001 W66 55.999
Waypoint EntrytoSalar south (approximate,but you cant miss it) S20 33.995 W67 34.499
followtracksouthhere S21 04.831 W67 59.809
San Juan (gas,water,food,accomodation,incagraveyard) S20 53.930 W67 45.915
Geyser S22 25.988 W67 45.704 4885 m
go south to here and follow railway S20 58.589 W67 45.934
go straight S21 23.609 W67 59.617
Hot Spring S22 46.945 W67 48.168 4330 m
IsladePescada(approximate) S20 09.956 W67 45.154
keep left S21 30.535 W67 51.695
keep south S21 44.924 W67 58.644
Laguna Blanca S22 32.140 W67 38.980 4422 m
lago colorada S22 09.692 W67 44.950
laguna verde S22 47.113 W67 46.591
Bol Aduana S22 26.452 W67 48.353 5019 m
Bol Border S22 52.434 W67 47.426
Camp Ende (gas,water,food,accomodation) S22 10.415 W67 49.117 4316m
Chilean aduana+border S22 54.665 W68 11.629
Colchani-Entry to Salar S20 18.001 W66 55.999
Waypoint EntrytoSalar south (approximate,but you cant miss it) S20 33.995 W67 34.499
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San Juan (gas,water,food,accomodation,incagraveyard) S20 53.930 W67 45.915
Geyser S22 25.988 W67 45.704 4885 m
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Laguna Blanca S22 32.140 W67 38.980 4422 m
lago colorada S22 09.692 W67 44.950
laguna verde S22 47.113 W67 46.591
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Distâncias - Viajem Malobra
Contribuição de nosso amigo Malobra:
| Chegada | Permanência | Saída | |
| São Paulo (BRA) | - | - | 28/Dez |
| 1.045 | |||
| Foz do Iguaçu (BRA) | 28/Dez | 1 | 30/Dez |
| 1.212 | |||
| Salto | 30/Dez | - | 31/Dez |
| xxxx | |||
| Buenos Aires (ARG) | 31/Dez | 3 | 4-Jan |
| 979 | |||
| San Luiz (ARG) | 4-Jan | - | 5-Jan |
| 744 | |||
| Algarrobo (CHI) | 5-Jan | 1 | 7-Jan |
| 549 | |||
| La Serena (CHI) | 7-Jan | - | 8-Jan |
| 945 | |||
| Autofagasta (CHI) | 8-Jan | - | 9-Jan |
| 323 | |||
| San Pedro do Atacama (CHI) | 9-Jan | 3 | 13-Jan |
| 564 | |||
| Salta (ARG) | 13-Jan | - | 14-Jan |
| 830 | |||
| Corrientes (ARG) | 14-Jan | - | 15-Jan |
| 615 | |||
| Foz do Iguaçu (BRA) | 15-Jan | 1 | 17-Jan |
| 1.045 | |||
| São Paulo (BRA) | 17-Jan | - | - |
| Total: 8,851 km | 17/jan | 21 dias | 28/Dez |
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